Thursday, July 27, 2006

Sede Espiritual


No retiro sombrio, um serafim na encruzilhada…o que restou de mim;
minhas pupilas… qual sonho bom!
As mãos plenas de rumor dos céus…movimentos de anjos…

O alear…neste infinito:
meu rastejar, neste cosmo que é vida… ah, a vida!...
São meus lábios envoltos na brisa, nas glaciárias nuvens…

É a língua sana, sábia e preciosa como agulhão;
apontando para o infinito astro Glaciais,
passo à passo como um guião,
ou gládio dos deuses.

Coração convulso do órgão avulso,
nesse ermo a jazer de deus, acende cada coração…execução; ou convulsão, sentir pleno!
Pleno? – Sim, pleno e espiritual ou talvez, o sentir da emoção…
Os erróneos dias; a vontade do viver pleno,
e novamente voltar a ser anjo ou liberdade,
sem grilhões nem temáticas por desenvolver, apenas
deixar a mente fluir. Fluir incessantemente…
abster-me das complicações…e seguir o cosmo até haver infixo de corpo com a alma; ir à infinidade!

Quero rever o éden dos afortunados: alhear-me do pecado e pecar de novo como sinal de puerilidade de um anjo recém-nascido.

Vou gozar as estrelas, percorrer os cometas e adormecer em qualquer nuvem macia, e sonhar…seria bom: com um novo paraíso, igual ao de EVA ou de tantas outras iguais a ela.
E, no retiro sombrio, colocarei holofotes de enormes estrelas, e que as flores não murchem, que as árvores não sequem, nem as folhas caiam. Haver uma só estação, um só clima e uma única vibração. E tudo existir tranquilo, sem carências ou medos, sem raças ou credos, maledicências: tudo provir e ser espírito mas, sem sede e, assim, tudo permanecer.

Friday, July 21, 2006

Um olhar



Na orla, na curva ou no descerrar da noite prendo o olhar inquieto. Vou desfraldando um verso por ensaiar nos sonhos alheios, Antojar premeditado no endereço das meditações ocultas de quantos se me atravessam, no verso do canto ainda por concluir, ou em jeito de poema, na orla das mentes obscenas.

Posso inverter a ordem das palavras, inventar outro ritmo: um cântico fraterno, vibrante, como um hino de esperança. Posso, eu sei… nos inúmeros caminhos onde a humanidade vacilou…

Posso sonhar à qualquer momento mas não desejo esconder esse ensejo aos intrusos no país da minha alma.

No olhar acescente dos afectos retraídos das gentes no recomeço do dia, posso desfraldar em cada um por dentro, a rente inquietação da solidão, fracturada de tanta aversão que, pelo andar de cada um, vão escrevendo no chão com os passos o que a mente imprime e soletra no vazio de suas vidas.

Mas, ao entardecer, geralmente, os olhares migram para lugares vazios, onde cada um se torna infinitamente clandestino.

Sei que posso ser intruso em corpo alheio mas não quero. Quero antes esconder-me desse olhar cinzento das manhãs e repousar ao meio-dia nesse retrato quase completo das madrugadas da vida. Mas um olhar pode dizer tudo, e tudo, nada. Melhor, é descerrar a mágoa e recomeçar… outra vez…, sem péssimas lembranças. Vou soletrar cada passo, provar cada gesto, palavra, olhar, sem profanar as sombras e praguejar dos males. Mas antes, vou largar toda a minha raiva.

Wednesday, July 19, 2006

Sono incauto



Existem incidências de vontades que o futuro não revela., dizes. – Que fazer das sombras matinais onde o corpo repousa?

Através da noite e nas cintilantes estrelas do universo existe um lugar onde, na lua cheia, o amor reencontra a outra face da vida. O outro olhar da esperança, e foi numa dessas noites, na magia dos astros tropecei no teu olhar crédulo, e entrei na essência da tua vigília. Estavas descomposta. Foi o quadro ou a pintura que, como numa inspiração repentina de um pintor, pintei traços que ficou como a mais linda recordação; ao ver-te surgir envolta num véu dos deuses ou de anjos. Foi também na maresia do teu vulto saído das nuvens duma madrugadora manhã que descobri a paz plena. Foi lá que fui redobrar forças sorvendo a fantasia desse olhar nocturno com que me cobriste com o brilho dos erróneos rios do teu corpo.

Vem. Disseste. - Caminha ao meu lado que a noite é longa que eu prolongarei a nossa estadia pois, não sei do amanhã…não temas, vamos pintar um quadro que ficará para a eternidade e, lembraremos sempre este instante que, talvez fique inacabado depois, poderás partir, seguir o teu rumo por entre essa aurora boreal que te envolve como um escudo de protecção contra os males dos terráqueos…mas só depois de eu adormecer. Não quero ver-te partir porque pretendo guardar a mesma imagem de quando chegaste. Assim, ficará na minha lembrança o mesmo olhar com que te vi chegar. – Farei o que me pedes, disse-lhe. - Mas voltarei. Voltarei depois desta ida breve. Temo perder-te, neste universo infindável, poderei não achar-te outra vez pois, te confundirei com brilho dessas estrelas, na maresia desse mar imenso e infinito. Onde irei depois derramar as minhas mágoas senão em ti, contigo? - Vai. Disseste e eu intui – Eu estarei plantada. Repousarei o corpo ao merecido descanso mas estarei sempre contigo ainda que o meu dormitar se prolongue. Minha`lma estará vigilante pois, as estrelas são a minha guarda e protecção, elas me anunciarão o teu regresso. Talvez na paz do sono sonhe e me redescubra. Vai, eu estarei contigo até ao final do tempo sem hora marcada nem dia certo. Aí, tudo se consumará!

Esta noite como todas as outras, serei vadio, e no trilho, nas sombras do pensamento, não se pode outra vez, nem buscar outro olhar, o olhar que se mantém fixo na sombra, e o ruído a cada nuvem branca, no exílio da pena, perder-se-á no frio mar, nos confins das cinzas da noite. Reverei para lá desse teu languescente e preguiçado sono o sussurrar da paz, talvez…. Se o beijo na derradeira despedida se vier a cumprir. Mas, afliges-me…A abóbada azul celestial, tomou-te aí, o sono final. Quem dera, o gozo atrás surripiado ao livre gesto ascender. Esse redimir da paciência tua num sono de ilusões da noite muda, cai o diáfano na escuridão densa e o sono na inércia nocturnal da vida.
Farei da esperança ainda acalentada que o desejo se cumpra ainda que o teu sono se mantenha incauto, quase distante do fulgor desejo, outrora mais firme. Porquê retê-lo? Porque não lutar e manter a chama da esperança? Porquê a acescência desse olhar, sofrível, embora eu sinta que não o seja? Tudo é possível e tangível. Agora adormeces…outro dia virá... Talvez o meu regresso se transforme num encontro de casuais amigos, aí tudo ficará mais claro, quem sabe? …

Monday, July 17, 2006

Dentro de mim



Não sei se por ti,
Se eu, se nós,
Prende-me a emoção
A ti;

Se por dentro, se nas mãos,
Ou se tu dentro de mim.

Friday, July 14, 2006

O Cepo e a Rosa


Manténs-te erecta e firme enquanto te conduzo. Não reages à presença do tacto. Não quando te cinjo... os braços num prisioneiro abraço…. Envolvo o teu corpo afectuoso e brando e nesta composição química reagem o cepo e rosa instintiva e gulosa e, ao sentires o cepo em direcção, crava a rosa, as pétalas se prestam pela magia húmida do talo, o espargir sai apresado, só então do quente frio das axilas, soltas um bramido como o som das quedas de uma cascata… suave e lento como o gemer de um prazer anunciando de surpresas. Na dureza dos montes ao céu aberto, novamente sussurras e o eco nas paredes do quarto, tilintam o som último como o final de um parto. E desces, desces até ao ombro com vagarosa lentidão. Deixas-me insalivado, do fundo o nervoso cepo, emerge de novo, em direcção aos lábios a coberto do brilho das estrelas…são cristais ou salinas, ou açúcar e…vais mordendo o cepo e a língua percorrendo os extremos. O cepo e a rosa se unem num bailado interminável… as figuras penduradas nas paredes são no silêncio compressor, testemunhas do desenrolar da peça, irrepetível onde, o cenário muda à cada minuto e, tudo recomeça depois dos intervalos do riso: na incisão dos olhares, a cumplicidade se vincula no selar das línguas. É aí, meu amor. É aí que tudo é princípio e fim ou talvez recomeço.

Wednesday, July 12, 2006

No teu corpo




Não sei se o olhar na distância renovará a fúria oculta. Talvez no prender das minhas garras lembrarei teu corpo na sonolência dispersa, e este sentir tão arguto e precavido.Levar-te-ei comigo no descanso das manhãs e renovarei o espiríto no pousar das noites. Não estarei solto ou embudado na estrada do teu silêncio, na lonjura do teu olhar, hoje, mas ficarei sempre disperto na lonjura dos tempos. Chegarei sorrateiro e me embrenharei entre o teu cafezal , direi que este é o meu leito: dos pousios retornados, a única morada, o tempero do meu paladar, o seráfico encantado da minha alma retumbante, o caminho, o porto de abrigo, o lado mais crítico, o amor quando desorientado. Voltarei para o teu berço acaridado e despojarei as velhas vestes; - renovarei o quarto de uma cristalina aurora, voarei à coberto das estrelas no riacho do teu côncavo e, serei fera manssa do deleitoso curvilhinho dos teus montes, nas estepes do teu campo onde plantarei a árvore da vida com aprazimento longo e afrouxado, dilatado temporalmente , até que a erva cresça novamente e de novo retomar o pulso pelo saciar da sede. Irei calcorrear os caminhos da noite em busca, com a lúcida sensação de que ambos detemos a mesma alma, a mesma vontade no talhar do tempo, do sonho último e concluir aquietadamente onde planto os ramos e os dedos, onde a boca sacia o prazer a vida e tu, afundarás a fenda por onde eu bebo e, afundarei meu nervo erecto em cada espasmo lento.

Tuesday, July 11, 2006

Fim Doloso


Diz mulher
Que mágoas,
Que correntes prendeu o grito
Ou é a dor que mais pressinto

Que forças tão indigentes
Te fez calar a voz…
Com que razões?

Diz mulher
Da lágrima que contiveste,
Que por amor mais sofreste
Por quem tu mais choraste
Se, esse amor doloso sufragaste
E no silêncio do infortúnio
Tão bem guardaste
E eu não soube

Diz mulher
Pois nunca é tarde
Se nesse mundo
Onde tu estás
Tu, acaso,
Também sonhaste?

Diz mulher
Por mais que custe
Se resta algo que eu prescute

Diz mulher,
Desse mundo onde repousas
Pois, este aqui nada me diz,
Depois que foste…, adormeceste…

Diz mulher
Que faço agora?

Esta lápide nada me conta,
Apenas o teu nome,
Só o nome e a lembrança
Guardada num silêncio infinito…

Aqui, não fico mais
Aqui, jamais
Partir ao teu encontro
É o que eu mais quero
De volta à paz, às estrelas
Onde eu te conheci.

Diz mulher
Que faço agora?

Monday, July 10, 2006

O lugar do Anjo



A voz do vento que habita em ti, a noite, sem dia, as manhãs com a noite, o silêncio das pedras, na conjugação dos tempos.
Tua imponência, beleza e fragilidade, contraste.
E nessa sucessão dos dias em que adormeço ao som das águas falantes, rezam-se infinitas histórias de vultos infindáveis, apossando-se à grandeza da tua estatura. E prende-me a emoção, nesse teu contínuo silêncio.
Que dirão os ventos que te vestem e desnudam as cicatrizes do teu ventre?

96/08/07, S. Miguel

Friday, July 07, 2006

Se eu pudesse mulher na ilha do teu corpo...


Se eu pudesse abarcar todo o encanto das tuas margens, diria que sombras me cobrem à luz da imaginação. Mas és tu, mulher, o berço deste lago imáginario...mãos cheias de predicados, as tuas, sim, somente tuas.Se eu pudesse... mas, perguntar-me-ás que sombras me cobrem à luz da consolação? Direi, voam-me já, as ideias, surdas de contemplação!Se eu pudesse, mulher, conter a luz do teu olhar, sobre a rosa ansiosa diluida deste lago profundo, dir-me-ás que já o teu sol espreita na aurora do teu peito acalentado.Se eu pudesse...Ah, se pudesse, mulher... mas já a luz cintila nua sobre a nudez do teu ventre e eu, navegaria na flor do teu corpo, na levada desse rio incomensurável. Se eu pudesse, mulher, no calor da noite, no côncavo do teu lago bravio e calmo, soculento, desbravaria as montanhas do teu corpo fino..., esculpido por estas mãos sequiosas, sendentas do leve tacto. Se eu pudesse dizer, nesta hora cheia de predicados, diria antes, ansiedade louca: - não quero conter os sinais do êxtase desse teu pranto. O amor exularia em drama e canto na exacta hora do orgasmo.Se eu pudesse, mulher, dir-te-ia tão-somente que, não há amor mais brando. Faria desse lago meu abrigo, meu maior sentido, um feliz achado!Se eu pudesse, mulher mas, tudo isso é pouco, maior é ainda o que sinto; um palpitar arrepiante de desencanto, um sofregar de uma floresta ardendo, um trotear por dentro como cavalos bravios em fúria, um destino incerto e arrecadado, um calcorrear cambaleado, e um olhar triste, apagado.Se eu pudesse, mulher..., se eu pudesse.... se eu repousar para além da morte, sobre o teu ventre, a morte seria nada, porque o amor tudo é.Se eu pudesse, mulher...

In-submissa



submissa
Sono indolente, decalcado,
A vontade, uma tormenta;
É partir ao teu encontro,
Dizer o quanto anseio,
Ver-te caminhar de regresso
E o meu fluxo silêncio, sangrento,
Deixar que entres em sossego.

É abrir alas à torrente dos meus braços,
Golpear a tua sede para repousar a minha alma.

Thursday, July 06, 2006

Na calma floração


Aqui te acho no tempo,
Na calma floração das plantas.
É Junho e o tempo decorre,
na súbita leveza das mãos

Tempo Submerso

Tempo submerso

Regresso todos os dias em Dezembro, quando as camélias despontam flores que lembram a aridez felina dos corpos. O basalto frio na pele, lembra as marcas deixadas no tempo, onde algures sentado, ao teu lado desejei adormecer e não mais acordar.

Sento-me sempre no mesmo lugar.

O lugar onde te avisto tão próxima no horizonte da minha ansiedade. A pele pura nórdica da minha consolação. Pergunto-me se algum dia voltará. Ali, adormeço horas-a-fio.

Tens os lábios molhados e, o desejo por consumar quando a lágrima pende com sorrisos à mistura.

Apela-me a tua imagem, tuas mãos, o seio entremeio, o botão desprendido, alva teu peito que envenenam os meus sentidos. E rogo... que esta imagem perdure, até que eu me canse e adormeça para sempre, assim no teu colo, quente e fogoso, macio e ajeitado, doce e amargurado.

Sei que a saudade, algures onde vives bate à tua porta todos os dias e, quando a neve cai revives o calor que juntos vivemos.

As flores ainda não atingiram o seu máximo encanto, mas o fascínio da tua imagem persegue-me como a planta necessita do sol.

Ainda há pouco o vento juntou as pétalas da nossa consolação, e sei que algures nas tuas mãos, uma lágrima pende, à ingratidão da lonjura das nossas vidas, que nem tu nem eu desejamos viver. Mas, o vento secretamente, separou… o muro do mar… O horizonte tornou-se uma linha farpada de picos e de lanças. E, o secreto mistério que um dia guardamos, parece desvanecer no tempo que, nos consome, numa orgia de gozos e troças.

Amor, de onde emana essa força, secreta e oculta. Que secretos mistérios guardam a alma, quando a dor se perde na lonjura da parca vida?

E assim, prendo-me nas margens desse olhar: tua voz que há muito não ouço. Desdenho-me e culpo-me, pelo vazio que me preenche; a alma que se profana num sacrilégio constante porque não dás sinal. E, por isso, me revolto com o infinito silêncio da tua voz. Apetece-me rejeitar as pétalas que tuas mãos colheram há muito, e que guardo entre as páginas deste livro.

Nove Dezembros passaram, sem uma primavera. O Outono ficou cravado, algures no tempo, cujas folhas, nenhuma mão como as tuas se atrevem a guardar pétalas, entre páginas de tantos livros, igual a este. Dói-me a visão corroída de ti, saber que um dia se dissipará na memória dos meus afectos.

Mas, quando novamente adormeço falam os teus olhos, quando algures meditas nos meus, postos no nada, no meu espaço e no teu. Mas se quebro o silêncio desse sono, nas palavras por instantes entre nós ditas, abrem-se a visão dos tempo e, lembro os momentos da nossa cumplicidade: o eterno e oculto desejo de te amar.

O que restar será apenas tempo… O tempo, algures entre a espada e a vida. Entre a vida e a prece, o resto, o terço, a oração. E quando tudo for mais forte que o coração, que restem as luzes do dia e da noite… “quando te foste”.

O tempo será o prefácio que, nesta página, no seu términus, guardo impune vulto, exorcizado das minhas mãos cálidas, quando desejei possuir-te pela primeira vez, com toda profundeza do meu ser, e acolher-te com os braços da lua, sobre a erva amena do teu leito, e unir-te a mim com fremência e desacordo das horas: prostrar-me sobre o teu ventre ainda quente e macio, tomar nos meus lábios as partículas do perfume da tua pele. Viajar nos teus seios, como que uma criança amamentada procura o seio da mãe.

E na maravilha geográfica do teu corpo beijo a rosa…, essa que emana o mar da vida.

E, pela aurora, mulher, promissora, serpentearás no resto que me resta, antes de acordar, no entremear da minha inquietação quando o dia, já longe, se despedir.

De resto, a Emoção


O eco, da memória que verte
o nada, que eu sei da solidão, clama infindo
a acesa chama.
Estreita garganta que se me opõe no grito,
exuberante, ao indelével, a emoção e arrepio.
Olhar contrário, triunfante, feliz faúlha, viajante
que tu lá sabes dentro de mim.

Que fazer do meu Eu...


Viver entre a espada da vida, no rimbombar dos trovões da alma, onde tudo se resume num acto puro de amor... Sentir, o qué? Talvez a nostalgia de uma "diurna tarde ou o amanhcer" de uma noite na fósfora cinza da terra, ou não: antes o tacto das mãos no rio na derradeira mutilação das fragas; suspirar, talvez o além, esse, cujo olhar é brando na leveza das mãos, algures entre o sonho e a vida. Sim! Essa primeira intenção no olhar dos olhares inquietos das manhãs..., serei gaivota rumo ao infinito.