Sede Espiritual

No retiro sombrio, um serafim na encruzilhada…o que restou de mim;
minhas pupilas… qual sonho bom!
As mãos plenas de rumor dos céus…movimentos de anjos…
O alear…neste infinito:
meu rastejar, neste cosmo que é vida… ah, a vida!...
São meus lábios envoltos na brisa, nas glaciárias nuvens…
É a língua sana, sábia e preciosa como agulhão;
apontando para o infinito astro Glaciais,
passo à passo como um guião,
ou gládio dos deuses.
Coração convulso do órgão avulso,
nesse ermo a jazer de deus, acende cada coração…execução; ou convulsão, sentir pleno!
Pleno? – Sim, pleno e espiritual ou talvez, o sentir da emoção…
Os erróneos dias; a vontade do viver pleno,
e novamente voltar a ser anjo ou liberdade,
sem grilhões nem temáticas por desenvolver, apenas
deixar a mente fluir. Fluir incessantemente…
abster-me das complicações…e seguir o cosmo até haver infixo de corpo com a alma; ir à infinidade!
Quero rever o éden dos afortunados: alhear-me do pecado e pecar de novo como sinal de puerilidade de um anjo recém-nascido.
Vou gozar as estrelas, percorrer os cometas e adormecer em qualquer nuvem macia, e sonhar…seria bom: com um novo paraíso, igual ao de EVA ou de tantas outras iguais a ela.
E, no retiro sombrio, colocarei holofotes de enormes estrelas, e que as flores não murchem, que as árvores não sequem, nem as folhas caiam. Haver uma só estação, um só clima e uma única vibração. E tudo existir tranquilo, sem carências ou medos, sem raças ou credos, maledicências: tudo provir e ser espírito mas, sem sede e, assim, tudo permanecer.












